Psicologia, estudo da alma!

Psicologia, estudo da alma!

Conforme as experiências que vamos vivenciando, sentimos necessidade de encontrar compreensões e respostas para questões e questionamentos diversos sobre a vida, os relacionamentos, sobre nós mesmos e o outro, sobre a mente, os pensamentos e os comportamentos.

Nesta busca, logo percebemos que tanto nós quanto o outro somos seres distintos, diferentes, impermanentes e, na maioria das vezes, divergentes, excepcionais, originais e inconfundíveis.

Algumas pessoas têm atributos tão peculiares que é difícil descrever suas particularidades. Fato é que independentemente das características predominantes ou da mistura de inúmeras características, somos únicos! E a Psicologia exerce papel fundamental nessa compreensão.

Características individuais e a Psicologia

São tantas as maneiras de funcionar no mundo, há pessoas que tendem a evidenciar características mais reflexivas, observadoras e retraídas outras se mostram mais falantes, cuidadoras e amorosas.

Enquanto em algumas predomina o perfeccionismo, a crítica, autoritarismo, exigência, confronto ou tensão outras se revelam mais sensíveis, passivas, espontâneas, brincalhonas ou relaxadas. Algumas são produtivas e ousadas e outras queixosas, passivas e medrosas.

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Frequentemente organizamos uma linda estratégia de ação para “dominar o mundo” com relação a educação dos filhos, relacionamento de casal ou trabalho e, por mais que tudo esteja muito claro na nossa cabeça, “comportamentalmente falando” não conseguimos realizar nada do que planejamos. Como pode!?

Mesmo sabendo que tudo muda o tempo todo e que num curto período podem emergir várias necessidades juntas e misturadas, emoções e conflitos, mesmo sabendo que temos recursos para nos relacionar com a impermanência da vida, muitas vezes precisamos de ajuda para lidar com tamanha complexidade e subjetividade.

Ou seja, independentemente da sua idade certamente em algum momento da sua vida você teve contato com a Psicologia, mesmo que tenha sido de forma indireta.

O extenso corpo de conhecimentos da Psicologia, que literalmente significa o “estudo da alma”, e a psicoterapia com um conjunto incrível de ferramentas vêm contribuir para que você mergulhe nas suas particularidades e amplie possibilidades assertivas de se relacionar consigo mesmo e com o imenso e único universo subjetivo que envolve cada pessoa e a vida.

Como a Psicologia nasceu e cresceu

Durante muito tempo o estudo das funções mentais e dos comportamentos esteve vinculado à Filosofia e à Fisiologia. O primeiro Laboratório de Psicologia Experimental foi fundado em 1879 na Alemanha.

No entanto, somente a partir do ano de 1950 a Psicologia foi inserida como disciplina no curso de Medicina, especificamente nas áreas de Neuropsiquiatria e Psicofisiologia, a inclusão ocorreu depois de várias teses de doutorado escritas no Rio de Janeiro sobre Psicologia Clínica, percepção, emoções, memória, personalidade entre outros.

As compreensões sobre atenção, percepção, cognição, memória, linguagem, aprendizagem, emoção, personalidade, estruturas mentais, mecanismos de defesa, inteligência, motivação, valores, comportamentos e os fenômenos que impedem a pessoa de funcionar bem no mundo e de se relacionar vêm com os filósofos gregos.

Aristóteles (322 e 384 a. C.) dizia que somos a junção da essência com a matéria, sendo nossa experiência que nos leva a conhecer e a entender o mundo e Deus é o motor do Universo.

No entanto, por mais que as compreensões filosóficas, fisiológicas, biológicas e neurológicas que envolvem o ser humano sejam amplas, profundas e estudadas cientificamente desde os séculos XV e XVI, existem inúmeros aspectos subjetivos relacionados a nossa humanidade que transcendem os estudos nas áreas cognitivas e comportamentais.

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A profissão de Psicólogo foi regulamentada no Brasil no dia 27 de agosto de 1962 e desde então, a Psicologia passou a ter um currículo mínimo com um corpo específico de conhecimentos.

Neste segundo semestre do ano de 2020 somos perto de 380 mil psicólogos ativos no Brasil com especialidades regulamentadas em diversas áreas como Psicologia Clínica, Neuropsicologia, Organizacional e do Trabalho, Trânsito, Jurídica, Esporte, Hospitalar, Escolar/Educacional, Psicopedagogia, Psicomotricidade, Social/Comunitária, Psicologia em Saúde e Avaliação Psicológica.

Para conhecer mais sobre a história da Psicologia no Brasil, sugerimos a leitura do artigo “A Psicologia no Brasil” publicado na revista “Psicologia: Ciência e Profissão”.

Atualmente existem centenas de abordagens psicoterápicas e, na Psicologia, diferente das linhas analíticas como a psicanálise, as metodologias são flexíveis, impermanentes como a vida e intervencionistas e, conforme o corpo de conhecimentos de base e as características únicas de cada profissional, as intervenções podem ser mais ou menos precisas, pontuais, diretivas ou acolhedoras.

A prática clínica visa explicitar as diversas dinâmicas e padrões de relacionamento que a pessoa está inserida, as quais muitas vezes são disfuncionais e pouco conscientes.

Cada abordagem da psicologia contempla uma ampla visão do homem, do mundo e explora aspectos específicos em profundidade a fim de fornecer subsídios e recursos para descrever por meio de evidências empíricas robustas como pensamos, sentimos e agimos, visto que o nosso comportamento não tem como ser compreendido sem a ciência dos processos mentais.

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Por se tratar de uma ciência, as inúmeras pesquisas na área da psicologia e da neuropsicologia visam observar, descrever, analisar e explicar os comportamentos desencadeados por processos mentais que não são visíveis a fim de prever comportamentos futuros e influenciá-los conforme o conhecimento prévio.

Como a Psicologia nasceu e cresceu dentro da Escola V¦DA

A Escola V¦DA foi fundada em 2007 pelo empresário Hilário Trigo que desenvolveu sua própria metodologia de trabalho utilizando como bases teóricas a Tradição Védica, as Constelações Familiares, a Neurociência Cognitiva e a Programação Neurolinguística (PNL).

A Psicologia foi incluída como um dos pilares de sustentação da Escola no final do ano de 2017 e atualmente atendemos milhares de pessoas que desejam crescer e se desenvolver.

As aulas diárias contemplam conteúdos e vivências riquíssimas nas áreas de desenvolvimento humano e crescimento espiritual por meio da conexão profunda com o Professor e do atendimento e orientações da Equipe de Psicologia.

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Partindo do lugar em que a pessoa se encontra, facilitamos e orientamos o movimento que cada pessoa precisa realizar para ampliar a tomada de consciência sobre o seu padrão de relacionamento e  avançar nas áreas emocional, comportamental e sistêmica.

A evolução se dá por meio da tomada de decisão e ações com relação aos cuidados com o próprio corpo, pensamentos, emoções, família de origem, relacionamento de casal, sexualidade, família atual, trabalho, sucesso, prosperidade entre outros.

Sabemos que é o nosso padrão ou “jeitão” de funcionar e se relacionar, as nossas características comuns, incomuns e ao mesmo tempo profundas que caracterizam a nossa humanidade e, conforme dizia o filósofo grego Epíteto “Não são os acontecimentos que perturbam os homens, mas sim como estes os enxergam.”

Neste contexto, o caminho de solução é se entregar por completo e de maneira sensível à experiência que você vive agora, deixando cada vez mais de lado todo e qualquer pensamento que o afaste de si mesmo e do momento presente.

Estas compreensões são trabalhadas de forma vivencial e profunda nos eventos presenciais da Escola.

No trabalho que realizamos o que é essencial rapidamente se torna evidente e, na medida em que a pessoa se torna consciente de seus padrões de pensamentos e percebe que pode modificar a sua realidade por meio da sua atenção, percepção e padrão de linguagem, automaticamente passa a se responsabilizar pelas consequências das suas ações, a reconhecer e reverenciar as suas fontes de força e a desfrutar e contemplar a vida.

Como Psicólogas que atuam de forma direta ou indireta na Equipe da Escola, seguimos cientes da impermanência, dos fenômenos que se apresentam a cada momento e da importância da neutralidade.

O foco é compreender e orientar os assuntos relacionados ao universo individual, familiar e coletivo e as diferentes formas de se relacionar a fim de impulsionar a pessoa, os casais e as famílias a dar os próximos passos na direção de mais vida.

O que nos perturba!?

Verifique. Tem algo que perturba você agora?

Diante desta pergunta, mesmo que você esteja bem e estável neste momento, a tendência é mapear rapidamente a própria vida para identificar se tem algo que não está fluindo da maneira como você gostaria.

Por outro lado, se você experimenta algum nível de ansiedade, tristeza, medo, insônia, dor, irritabilidade ou qualquer instabilidade emocional de forma intensa e frequente e se estas afetam a suas atividades da vida diária é provável que você nem precise de tempo para mapear os desconfortos, ou seja, o que não está bem simplesmente salta no seu campo de visão.

Conforme o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais: DSM-5, “Um transtorno mental é uma síndrome caracterizada por perturbação clinicamente significativa na cognição, na regulação emocional ou no comportamento de um indivíduo que reflete uma disfunção nos processos psicológicos, biológicos ou de desenvolvimento subjacentes ao funcionamento mental. Transtornos mentais estão frequentemente associados a sofrimento ou incapacidade significativos que afetam atividades sociais, profissionais e outras atividades importantes.”

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Um artigo sobre a saúde dos brasileiros publicado nos “Cadernos de Saúde Pública” em janeiro deste ano, refere que no Brasil os transtornos depressivos e ansiosos estão entre a quinta e a sexta causas de anos de vida vividos com incapacidade.

Este mesmo artigo ressalta que 30% dos adolescentes apresentam transtornos mentais comuns, caracterizados por sintomas de ansiedade, depressão e queixas somáticas inespecíficas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, 86% dos brasileiros têm algum transtorno mental (conforme o Censo de 2020 estamos próximo de 212 milhões de pessoas), sendo 12 milhões com diagnóstico de depressão e 18,6 milhões com ansiedade.

Além disso, segundo a International Stress Management Association (Isma-BR), cerca de 32% dos trabalhadores brasileiros sofrem os efeitos do stress (primeiros sinais da síndrome de Burnout). Leia mais sobre este assunto clicando neste link.

Quando uma adversidade, perturbação ou distúrbio emocional afeta o nosso humor, pensamentos, comportamentos e atitudes interferindo e alterando o nosso bem-estar, estilo de vida e desempenho na vida pessoal e profissional, há a recomendação de procurar ajuda especializada.

Infelizmente, muitas vezes as pessoas resistem a investir num caminho de crescimento e muitas vezes as dificuldades acabam se transformando em grandes problemas.

Diagnósticos, “rótulos” e caminhos de solução

A Psicologia utiliza várias formas estruturadas de investigação e mapeamento dos fenômenos psicológicos. As escalas, os inventários, questionários e métodos projetivos e expressivos utilizados visam prover informações à tomada de decisão.

Estamos cientes de que um mapeamento ou diagnóstico é contextual, ou seja, é como o momento em que tiramos uma fotografia. Vemos qual é o possível prognóstico e quais são as melhores intervenções, assim como, o plano de tratamento.

Como numa fotografia, o fato de tomarmos consciência da nossa postura, do nosso olhar, do sorriso e da energia presente ao olharmos para a foto nos influencia de forma mais ou menos profunda a fazer ajustes e assim, o cenário muda rapidamente.

Imagino que você se lembra das narrativas de algumas pessoas quando estas recebem um diagnóstico na área emocional/mental.

Algumas concordam imediatamente, pesquisam sobre os critérios, se identificam com as características e vivem ainda mais profundamente cada uma delas.

Outras pessoas simplesmente entendem que algumas daquelas características estão presentes de forma mais ou menos intensas naquele momento de vida e, simplesmente se colocam em movimento com o foco de atenção nas soluções.

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Certamente existem vários aspectos a considerar neste contexto, no entanto, sabemos que a forma como nos identificamos e nos relacionamos com tudo o que acontece é em grande parte da nossa responsabilidade.

Aqui ressaltamos a importância do seu contato com o artigo “Você e o seu mindset” que logo disponibilizaremos aqui no Blog. Conhecer de forma ampla como funcionam as suas programações é determinante para você avançar de forma consistente.

Sobre o diagnóstico de “transtornos”, conforme o Projeto de Lei 6013/01 publicado em 2009, o termo “transtorno mental” foi padronizado no Brasil a fim de melhor denominar as diversas enfermidades psíquicas.

O DSM-5 considera os limites entre normalidade, “problema” e patologia e os limiares de tolerância para sintomas ou comportamentos conforme a cultura, o contexto social, o gênero e a família.

Apenas por curiosidade, conforme mencionado na Wikipédia, algo anormal ou algo “fora da norma” é compreensível apenas em relação a uma norma ou a um conjunto de normas.

Aqui entram várias considerações e “normas” mais ou menos relevantes para determinar um estado patológico. O essencial neste momento é frisar que tanto a Psicologia quanto a Psiquiatria consideram a importância de tais questões e o contexto.

Os mapeamentos fazem parte da nossa prática clínica, no entanto, no trabalho na Escola V¦DA o foco é auxiliar o aluno a tomar consciência e expandir a percepção a respeito do lugar e do momento em que ele se encontra. Assim como, ampliar recursos para mergulhar no que ele experimenta e facilitar a liberação de traumas e travas que o impedem de se movimentar de forma espontânea na vida, tomar decisões e agir. Janice Ornieski

Como Psicólogos assumimos o compromisso de seguir nos atualizando e desenvolvendo de forma constante, tanto pessoal quanto teórica e tecnicamente.

Para contribuir com você nesta jornada de crescimento disponibilizamos semanalmente aqui em nosso Blog inúmeros conteúdos. Tais conhecimentos, quando aplicados, certamente potencializarão o seu processo de desenvolvimento.

Convidamos você para registrar no SEU COMENTÁRIO aqui abaixo quais são os temas que você gostaria que aprofundássemos.
Será uma delícia identificar e atender a sua necessidade de forma específica!

Conheça a Equipe de Psicologia da Escola V¦DA

Adriana Michels – Psicóloga (UEM), formada em Biossíntese, Terapia familiar Sistêmica e Psicoterapias Corporais e formanda em Constelação Familiar. Com 24 anos de experiência clínica, dedica-se ao acompanhamento dos alunos da Escola V¦DA.

Elis Regina Rampim – Psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (IPECS). Formação em Terapia Cognitiva Comportamental aplicada a Casais, Coaching, Hipnoterapia, Constelação Familiar e Abordagem Hipnossistêmica. Atua como Psicóloga Clínica desde 2012 e acompanha os alunos da Escola V¦DA.

Janice Ornieski – Psicóloga (UTP) e Professora, especialista em Psicologia Clínica (UTP), Psicologia do trabalho (UFPR), Gestalt-terapia e Terapia Relacional Sistêmica. Formação em Hipnoterapia, Traumas, EMDR, Experiência Somática e Constelação Familiar. Com 22 anos de experiência clínica, se dedica a Gestão da Equipe de Psicologia e ao acompanhamento dos alunos da Escola V¦DA.

Mabel Dal Toé – Psicóloga (URI), especialista em Educação nas Ciências (UNIJUI) e Psicoterapia Individual, Familiar e de Casais – Abordagem Sistêmico Integrativa. Formação em Terapia do Trauma e Constelação Familiar. Atuou aproximadamente 10 anos na área Organizacional, 15 anos na área clínica e atualmente acompanha os alunos da Escola V¦DA.

Sandra Gaya – Psicóloga e Professora. Mestre em e Doutoranda em Psicologia (UFSC), formada em Terapia Breve, Psicologia Positiva, Constelação Familiar, Hipnoterapia, Neuropsicologia, EMDR e Coaching. Na Escola V¦DA atua especificamente no acompanhamento dos alunos matriculados.

Equipe de Psicólogas parceiras da Escola V¦DA

Andréa Anes Jansen Pereira – Psicóloga (FACHO), especialista em Autismo, Análise Aplicada ao Comportamento (ABA), e método de Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits Relacionados à Comunicação (TEACCH). Formanda em Constelação Familiar, Neuropsicopedagogia e Terapia Cognitiva Comportamental. Atualmente, faz atendimentos de crianças e orientação de pais.

Daniela Paz Lopes – Psicóloga (UNISC), especialista em Gestalt-terapia e Terapia Corporal. MBA em Gestão empresarial, Coaching e formanda em Constelações Familiares. Possui experiência na área de recursos humanos e atualmente dedica-se aos atendimentos psicoterápicos.

Rose Lane Romero da Rosa – Psicóloga (PUC/RJ), especialista em Psicologia Infanto-Juvenil (IPUB/UFRJ) e Psicanalista Junguiana (SPARJ). Formanda em Constelação Familiar. Dedica-se ao atendimento clínico.

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Sobre o autor

Janice Ornieski

Psicóloga (UTP) e Professora, especialista em Psicologia Clínica (UTP), Psicologia do trabalho (UFPR), Gestalt-terapia e Terapia Relacional Sistêmica. Formação em Hipnoterapia, Traumas, EMDR, Experiência Somática e Constelação Familiar. Com 22 anos de experiência clínica, se dedica à Gestão da Equipe de Psicologia e ao acompanhamento dos alunos da Escola V¦DA.

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